Quer criar uma equipa motivada, autónoma e de elevada performance? Coaching de Equipa é a resposta!

Por o 7 Maio 2020

Antes de iniciar o meu percurso como Coach, trabalhei durante 18 anos em contexto organizacional de multinacionais, gerindo diferentes tipologias de equipas, diretas ou indiretas, formadas por pessoas de áreas distintas. Foi uma altura de grande aprendizagem, e posso dizer que todos os dias aprendi algo novo, o que é expectável, pois as equipas são compostas por pessoas que nos surpreendem em cada dia.

Verifiquei na prática que quando lideras uma equipa e não tens uma estrutura bem definida de como fazer, vais aprendendo com a experiência e incorporando no teu “caderno” de aprendizagens. Apesar de nem sempre ser fácil, tenho de confessar que para mim a gestão de equipas foi sempre o que me deu mais gozo no meu percurso até hoje.

No entanto, desde que comecei o meu percurso como Coach (terei oportunidade noutra ocasião mais para a frente de explicar o porquê desta mudança), comecei a familiarizar-me com as competências de Coaching da International Coaching Federation (ICF), e tudo começou a fazer sentido. Havia algumas coisas que eu já fazia de forma natural, que fui desenvolvendo ao longo dos anos com a experiência. Mas houve outras que, apenas com a aprendizagem e desenvolvimento das 8 competências, passaram a fazer sentido. Agora tudo junto faz parte de uma estrutura, e se fomos fiéis a essa forma de pensar conseguimos tirar o máximo partido das nossas equipas. Garanto-vos a 100% que a junção entre experiência do dia-a-dia e o conhecimento das 8 competências valem ouro.

O meu objetivo neste artigo, é transmitir alguns conceitos simples que servirão para que as vossas equipas alcancem um alto nível de performance. Primeiramente através de algumas considerações iniciais, e posteriormente com os 3 tipos de intervenção que podemos fazer em Team Coaching.

 

 

Considerações iniciais: Coaching de Equipa vs Coaching Individual

  • Uma equipa não é meramente um conjunto de indivíduos, é um todo com identidade própria. Esta é a principal regra a aplicar se queremos que o Coaching de Equipas seja efetivo.
  • O que faz com que não tenhamos o somatório de objetivos individuais, mas sim um objetivo comum da equipa. Isto faz toda a diferença.
  • Como Coach não nos vamos focar nos comportamentos individuais, mas sim nos comportamentos do todo.

Também será importante considerar que para que uma equipa funcione bem deverá estar bem dimensionada às necessidades do projeto, que os seus membros tenham as skills necessárias e aplicar uma metodologia de trabalho concreta.

 

Intervenções em Coaching de Equipas

Depois de aplicado o anteriormente descrito, estamos preparados para poder intervir a nível de Coaching, no entanto, antes de detalhar os tipos de intervenção existentes é importante frisar que as competências para Coaching de Equipa, que utilizamos neste âmbito são as mesmas 8 competências da ICF que utilizamos no Coaching individual.

 

A seguir detalho os três tipos de intervenção a nível de Coaching de Equipas:

1 – Intervenção Motivacional

A intervenção do Coach a este nível tem como objetivo que a equipa construa um compromisso partilhado entre todos os membros. Será fundamental que os papéis e fronteiras de atuação de cada membro fiquem bem claros e definidos para todos. Com isto, minimiza-se a incerteza do sucesso da equipa.

De forma mais tangível, nesta primeira reunião deveria definir-se: a missão da equipa, a visão que os vai guiar, as normas que os vão reger e os valores que os definem. Tudo isto na primeira sessão de trabalho.

 

2 – Intervenção de Desenvolvimento

A equipa terá a sua dinâmica de reuniões programadas, mas o Coach não terá de estar sempre presente. O Coach tem de saber escolher os momentos onde a sua atuação aporta valor ao trabalho da equipa, garantindo que a equipa é fiel à estratégia definida, e que tem um alto nível de empenho.

Os aspetos chaves onde o Coach se deve focar são:

– Escuta Ativa: com atenção especial às interações dos membros da equipa. Pois o que interessa é o comportamento do todo e não o dos indivíduos.

– Tomada de decisões: tem de ser fomentada para que a equipa evolua rumo ao objetivo.

Gestão de conflitos: o Coach tem de intervir para que estes conflitos sejam solucionados com um acordo comum e não impactar a performance da equipa. Aqui há tipicamente 2 tipos de conflitos: criativos (várias ideias que concorrem) e negativos (“ah isso não vai funcionar”).

– Partilha de momentos juntos: não será fundamental haver grandes celebrações, mas sim pequenos momentos para que a equipa respire ar fresco e ganhe energia junta, celebrando as conquistas já atingidas.

 

3 – Intervenção refletiva:

No final do processo, é importante olhar para trás e analisar detalhadamente a situação a três níveis:

– Cada um dos membros deve avaliar-se a si próprio, a equipa e em seguida far-se-á a partilha em grupo dos diferentes pontos de vista.

– O feedback do Coach à equipa deverá ser factual, concreto e não motivacional.

– Recapitulação entre todos, das aprendizagens, e obviamente celebração. A vida e o trabalho em equipa são para celebrar.

Em síntese, um líder, guiado pelas competências da ICF, tem o sucesso garantido. Se para além disso, tem uma estrutura bem definida para intervir em Coaching de Equipas, sucesso duplamente garantido!

 

Relembro: querem uma equipa motivada, autónoma e de elevada performance? Este é o meu guia para o sucesso.

Para saber mais sobre este tema, recomendamos a formação CEGOC Systemic Team Coaching Programme - Level 1

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Paula Cunha Desde 5 meses

Oliver, parabéns pelo texto publicado. Abraço

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