O coaching não é só sobre colocar questões

Por o 25 Fevereiro 2019

Não obstante se saber que o coaching requer inúmeras competências, muitos resumem a prática como se tratando apenas da colocação de questões pertinentes e impactantes. Este mito tem de tal modo influência, no senso comum, que alguns chegam a acreditar que um profissional de coaching está, de certa forma, impedido de partilhar a sua opinião e os seus pensamentos.

Numa altura em que existem cada vez mais pessoas interessadas no desenvolvimento de competências de coaching, é essencial divulgar e expandir o conceito.

 

 

O que é o coaching?

A International Coach Federation (ICF) refere que a prática engloba 11 competências core. Para além da necessidade de se colocar questões poderosas, exercer coaching requer outras aptidões igualmente essenciais, como ouvir ativamente, comunicar de forma eficiente e direta, criar alertas para determinadas situações, planear ações, delinear objetivos e formas de atuação e criar responsabilidades.

Todas estas competências são demonstradas e conseguidas via conversação – através de um discurso, que incluí, mas não se encontra limitado, pela colocação de questões poderosas.

 

Um profissional de coaching tem, como parte da base da sua atuação, a colocação de perguntas capazes de conduzir à reflexão: que criem impacto e que sejam pertinentes no contexto em causa.

 

Mas, igualmente, partilha observações, feedback, ideias e considerações sobre como prosseguir. De notar que, ao mesmo tempo que um coach deve questionar com abertura, isto é, não enviesando o outro, deve, também, partilhar observações sem tomar partidos e posições.

A divulgação de considerações por parte de um profissional de coaching deve gerar reflexão no cliente, convidando-o, implicitamente, a pensar de forma expansiva e a explorar diferentes perspetivas. Adicionalmente, um coach deve saber distinguir factos de formas de julgamento.

É essencial que um profissional de coaching se concentre na partilha de situações reais, em lugar de interpretações pessoais. Contudo, se a partilha de observações, do foro individual, se revelar necessária, o coach deve certificar-se que o faz com a máxima abertura e imparcialidade.

 

Outra importante consideração no discurso do coach é a contextualização.

 

A observação partilhada precisa de ter um contexto que, por sua vez, deve ser inteiramente compreendido pela pessoa diante de si. Em geral, observações e questões caminham lado a lado. Perguntas geralmente geram observações que, por sua vez, geram mais questões. E, assim, o discurso do profissional de coaching se constrói e desconstrói, produzindo o resultado desejado.

 

Segundo a ICF, as principais competências do coaching passam, resumidamente, por:

  • Determinar o fundamento da atuação, com base nos padrões de ética da ICF, e segundo o acordo estabelecido com o cliente;
  • Co-criar uma relação de confiança e de presença com o cliente;
  • Comunicar de forma eficiente e direta, ouvindo ativamente e colocando questões poderosas;
  • Facilitar o processo de aprendizagem e de obtenção de resultados, alertando para determinadas situações, propondo modos de atuação, estabelecendo objetivos e criando responsabilidades.

 

As Competências Core da International Coach Federation funcionam, assim, de forma agrupada e integrada, possibilitando uma maior compreensão sobre as habilidades e abordagens atualmente usadas no exercício de coaching certificado.

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