Quando se trata de desenvolvimento pessoal, a insatisfação é uma opção

Por o 19 Abril 2018

A insatisfação é completamente desnecessária, e até contraproducente, para nos desenvolvermos plenamente enquanto seres humanos.

 

Culturalmente, crescemos e vivemos expostos a um paradigma mental que considera a insatisfação (enquanto estado emocional) como o principal factor motivacional para o desenvolvimento pessoal e profissional.

 

Assim, inconscientemente, movemo-nos num estado mental que nos impede de sentirmos satisfação plena connosco (relativamente às nossas realizações, comportamentos ou até modos de pensar e falar) sob o suposto risco de estagnarmos o nosso progresso. Instalamos bem no nosso interior a crença de que, nada faremos de diferente, nós e todos os outros, se nos sentirmos satisfeitos connosco mesmo.

 

Quem disse isso?
Não seria, concerteza, dotado de grande sabedoria e quem o repete nunca pensou seriamente sobre o assunto.

 

Trata-se de uma crença (inconsciente, portanto) muito perigosa (pode destruir totalmente a confiança que temos em nós mesmos em menos de 1 ano de prática assídua) e, neste momento, alastra-se como uma pandemia no mundo estudantil, empresarial e até familiar.

 

Será que, afinal, a auto-estima, a auto-consideração e auto-confiança não importam quando se trata de nos desenvolvermos?

 

Defendo que quanto maior for a satisfação que usufruirmos acerca daquilo que realizamos, maior será a nossa confiança e coragem (completamente imprescindível) para imaginarmos a expressão máxima do nosso potencial e o estabelecermos como visão. E essa visão é o principal fator motivacional que conhecemos, em termos de desenvolvimento do nosso potencial.

 

Admito que uma atitude existencial do tipo “nunca está perfeito, pode ser sempre melhorado”, acerca de nós mesmos ou perante os outros, pode constituir uma estratégia impulsionadora em termos de desenvolvimento pessoal ou profissional mas sempre de curto prazo; nunca poderá ser eficaz em termos de longo prazo pois é completamente insustentável. O seu custo em termos de relacionamento e confiança (com os outros ou connosco mesmo) é demasiado alto com o passar do tempo. O desgaste proporcionado pela percepção de uma permanente mediocridade acaba sempre por afectar a nossa saúde emocional, mental e, a seu tempo, também física.

 

Só não sabe isso quem nunca trabalhou para um chefe do tipo “nunca há nada que esteja bem”.  Certo?

 

Prefiro “foi o melhor que consegui/conseguiste e pode ser sempre melhorado”. Um estado de ânimo caracterizado pela confiança, num paradigma de sucesso relativo, parece-me bem mais produtivo, agradável e sustentável em termos de desenvolvimento do potencial humano.

 

Ser generoso a dar crédito, no que é devido, é uma grande virtude em liderança (quer se trate de liderar outros ou a nós mesmos) e uma das que mais impacto tem a nível motivacional.

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