Os vários tipos de Coaching (parte 1)

Por o 29 Setembro 2017

Existem vários tipos de abordagem e estilos de coaching, sendo que todos eles – apesar de terem distinções entre si – pautam-se por vários pontos em comum, tendo como base o desenvolvimento pessoal.

 

A resposta à questão é sim, existem, sendo que todos eles – apesar de terem distinções entre si – pautam-se por vários pontos em comum, tendo como base o desenvolvimento pessoal. Isso significa que tanto podemos ter um coaching centrado no indivíduo, como num processo ontológico e dinâmico, onde cada coach faz a sua própria interpretação dos perfis e forma de estar dos vários coachee’s pelos quais é responsável.

Uma analogia pode ser feita quando nos referimos ao coaching e às suas variantes, influências e escolas. Independentemente da corrente que o define, há uma base onde, à semelhança de uma casa, é necessária uma boa fundação que garanta resistência. E é essa resistência que lhe dá estrutura – seja à casa como, aportando à realidade do coaching, ao indivíduo. Numa casa a base é composta por elementos como terra, cimento, tijolos, enquanto que no indivíduo pode-se considerar a mente, o corpo e o espírito. Mas, tal como na construção de uma casa, numa fase mais posterior à da fundação, há diferenças nos materiais, nos azulejos, tintas, móveis ou loiças utilizadas. De uma forma muito prática e até simplista, assim é o coaching com os seus vários estilos e correntes. Existem vários ‘materiais’ que lhe dão diferentes formas, mas tal como em todas as casas haverá sempre elementos essenciais que definem a sua estrutura.

 

Tipos de abordagem e estilos de coaching

Abordemos sucintamente alguns dos mais relevantes:

A abordagem centrada na pessoa

A abordagem centrada na pessoa foi originalmente desenvolvida por Carl Rogers. Rogers começou por desenvolver a abordagem centrada na pessoa durante as décadas de 1940 e 1950. O centrado em pessoa (ou cliente, como era conhecido então) refere-se à posição filosófica de que as pessoas são os seus melhores especialistas. A abordagem centrada na pessoa foi vista como uma alternativa aos modelos então dominantes na psicologia americana do behaviorismo e da psicanálise e, como tal, afirmou-se como a terceira força na psicologia, a da psicologia humanista. O termo abordagem centrada na pessoa é usado deliberadamente para significar que esta é uma abordagem, não um conjunto de técnicas, podendo ser aplicada a uma variedade de contextos, a partir de configurações individuais, em pequenos grupos, em configurações comunitárias ou aplicadas à política social. A base teórica da abordagem centrada na pessoa é a tendência para a atualização. A tendência atualizadora é definida como uma motivação humana universal que resulta em crescimento, desenvolvimento e autonomia do indivíduo, sendo uma tendência biológica, não um imperativo moral.

 

Coaching Existencial

O coaching existencial explora as preocupações primárias do coaching – ou seja, as questões relacionadas ao desenvolvimento e desempenho profissional, gestão e de liderança – a partir da perspetiva dos dados expressados e vividos por clientes individuais, sejam eles pessoas ou organizações. Em geral, preocupa-se com os dilemas da vida que surgem como consequência de mudanças e circunstâncias num contexto amplamente organizacional e que afetam as relações pessoais e interpessoais, tanto dentro desse contexto como além dela. O coaching existencial é melhor compreendido e praticado como uma empresa de investigação predominantemente focalizada.

 

A Abordagem Cognitiva ao Coaching

A abordagem cognitiva ao coaching baseia-se em estudos de pesquisa que sugerem que as pessoas diferem de maneiras que não podem ser explicadas por tipos de personalidade, estilos de aprendizagem ou preferências pessoais, que geralmente são vistos como relativamente estáveis para cada indivíduo. Esta abordagem sugere que as pessoas diferem não apenas de outras pessoas, mas também sofrem mudanças significativas em si mesmas, por exemplo, na forma como fazem o significado de suas experiências. As mudanças dessas capacidades ocorrem numa sequência lógica de estágios ao longo da vida do indivíduo, influenciando a profundidade e complexidade do que cada indivíduo pode notar e, portanto, operar e mudar.

A Abordagem Transpessoal

A abordagem transpessoal ao coaching é um nível de consciência em que reconhecemos que somos seres espirituais com uma alma e um espírito. Ken Wilber, famoso pensador e criador da Psicologia Integral, distingue entre pessoal pré-pessoa e pessoal pessoal. O pessoal é a consciência quotidiana comum com a qual todos somos familiares; O pré-pessoal é tudo o que vem antes disso no processo de desenvolvimento pré-natal e infantil e o transpessoal é o que genuinamente vai além do pessoal para o reino do sagrado, o numinoso, o santo e o divino. Do ponto de vista transpessoal, não há processos ou dinâmicas fixas, porque tudo é fluído e aberto, logo, sujeito a mudança. É um ponto de vista verdadeiramente experimental.

 

Num próximo artigo abordaremos outras abordagens de coaching.

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Celso Matias Conceiçâo Desde 1 ano

eu curto muito esse trabalho e tenho muito interesse de esta sempre bem informado.

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Bruna Ferreira

Bruna Ferreira Desde 10 meses

Obrigada pelo comentário, Celso Matias Conceiçâo.
Saiba mais sobre formação para certificação de coaches profissionais, processos de coaching para pessoas e equipas, e ainda sobre desenvolvimento de competências de coaching para Gestores e Líderes na página da Escola de Coaching Executivo da CEGOC, em: https://www.cegoc.pt/escola-coaching-executivo/
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