Coaching Virtual como tendência

Por o 14 Outubro 2016

Neste artigo abordamos a temática de coaching virtual ou “à distância”, uma tendência cada vez mais generalizada.

Coaching Virtual

 

blog-coaching-180x126Tudo indica que o volume de negócios do coaching virtual ou “à distância” ultrapassa já o volume de coaching presencial. Assumindo que o coaching presencial será aquele que decorre em proximidade física entre o coach e o coachee e o “virtual” o que recorre a tecnologias que suportam a passagem de dados vídeo e áudio (em tempo real) e texto.

Parece-me que a relação entre a qualidade do coaching e a efetividade do canal através do qual é realizado terá sempre de ser analisada em termos de relação custo-benefício. Quer ao nível da realização das sessões de coaching, quer ao nível das outras interacções que as complementam, como as reuniões de preparação, de acompanhamento ou de feedback.

Se, por um lado, as limitações práticas de um canal como o e-mail são tão evidentes que apenas o poderemos considerar como recurso para interações de “suporte”, por outro, as diferenças de efetividade de um processo de coaching realizado presencialmente, comparativamente a um realizado em modo video-call ou até telefónico, parecem ser suficientemente pequenas para termos, inevitavelmente, de os considerar como possibilidades.

 

Coaching Virtual – Orientação cultural do coachee

Um dos aspetos que deve ser considerado nesta ponderação de vantagens e desvantagens é o da orientação cultural do coachee. Assim, culturas que apresentam padrões de comunicação muito orientados para a “afetividade” (mostram emoções e calor na comunicação e consideram essencial o estabelecimento e manutenção de ligações sociais e pessoais) e de “contexto elevado” (apoiam-se na comunicação implícita, valorizando o significado dos gestos, postura, voz e contexto) tendem a valorizar mais a presença física do coach e, por isso, a tomarem decisões, a este respeito, muito diferentes das que tomariam se evidenciassem padrões de comunicação culturalmente mais orientados para a “neutralidade emocional” ou de “contexto baixo”.

Assim, mais do que assumir uma posição estática acerca de quão vantajoso  poderá ser o coaching virtual, prefiro manter uma posição flexível, cujo principal eixo de decisão reside na orientação cultural do coachee.

 

Leitura recomendada

Actos da Lenguage I: La Escucha, de Rafael Echeverría. Pelo tremendo potencial para aportar valor numa das competências mais importantes para fazer coaching, a escuta ativa e naquelas que são já as competências melhor remuneradas em todo o mundo empresarial, as competências conversacionais.

Deixo uma citação, “Não há melhor indicador da qualidade de uma relação que a qualidade da escuta que nela se produz.”

 

Artigo originalmente publicado na edição de setembro de 2016 da Revista Human.

Para saber mais sobre este tema, recomendamos a formação CEGOC Programa de formação de Coaches profissionais - Nível Inicial

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