As Competências Nucleares da ICF: Comunicação Direta (2/2)

Por o 22 Abril 2016

Damos continuidade ao tema da competência nuclear da ICF “Comunicação Direta”, focando as principais distinções entre coaching e mentoring.


As Competências Nucleares da ICF: Comunicação Direta

Neste texto dou continuidade ao tema da competência Comunicação Direta, definida pela International Coaching Federation, como “capacidade de comunicar eficazmente durante as sessões de coaching, bem como de utilizar a linguagem que tiver o maior impacto positivo no cliente”.

 

Distinção entre o coaching e o mentoring

Como já referi anteriormente, uma das mais importantes distinções entre o coaching e o mentoring é precisamente a passagem de conhecimento e experiência do coach/mentor para o coachee/mentee e que, supostamente, no caso do coaching, parece que deverá ser inexistente ou residual.

Retomemos o conceito de “observador”, já aqui abordado anteriormente. Um coach ICF, pelo menos no tempo que estiver em “sessão”, deverá operar num modo que distingue o observador da coisa observada e até do próprio método de observação. Quando um coach fala do que lhe corre em pensamento, não fala desde a “verdade”, fala desde “uma perspetiva”, sobre a realidade que observa. O que autoriza o coach a falar, abandonando a escuta (quando escutamos movemo-nos no mundo do outro, quando falamos convidamos o outro a mover-se no nosso mundo, recordo), é a possível utilidade que as suas observações podem trazer para o cliente, quando partilhadas.

 

Em mentoring (tomando algumas liberdades interpretativas sobre o que escreve Philippe Rosinsky), espera-se que o mentor partilhe o seu conhecimento e experiência acerca do seu modo particular de intervir, face ao contexto ou situação abordada, no pressuposto que esses modos de intervenção sejam passíveis de serem implementados, com maior ou menor adaptação pessoal, pelo mentee. Em coaching, o coach partilha a sua “observação”, sem qualquer apego, isto é, sem atribuir qualquer importância à possibilidade de estar ou não certa (paradigma da “verdade”, explorado no artigo “Estabelecer confiança e intimidade com o cliente”) e sem qualquer expectativa da futura avaliação do cliente acerca da sua efetiva utilidade. O coach deve partilhar, apenas, informação que pode ter utilidade (que sirva a aprendizagem do cliente e o seu avanço, face aos objetivos que definiu) para o seu coachee, independentemente da avaliação de utilidade ou verdade efetivamente atribuída, à posteriori, pelo coachee.

 

Surge-lhe alguma pergunta com potencial para desafiar as nossas atuais interpretações sobre esta competência?

 

Para saber mais sobre este tema, recomendamos a formação CEGOC Programa de formação de Coaches profissionais - Nível Inicial

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