Presença em Coaching

Por o 30 Novembro 2015

Competência “Presença em Coaching” define-se como “a capacidade para estar plenamente consciente e criar um relacionamento espontâneo com o cliente, usando um estilo aberto, flexível e confiante”. Como se estabelece presença em coaching? Com base nos oito novos marcadores da ICF; ao nível de conexão que o coach consegue estabelecer com o seu cliente e ao nível de co-creação que o coach consegue promover na sessão de coaching.


Presença em Coaching

A ICF define a sua competência 4, “Presença em Coaching”, como “a capacidade para estar plenamente consciente e criar um relacionamento espontâneo com o cliente, usando um estilo aberto, flexível e confiante”.

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Várias são as expressões usadas pela ICF para exemplificar o uso desta competência em coaching. Partilhamos algumas:

  • Flexibilidade
  • Dançar no momento
  • Intuição
  • Confiar no conhecimento interior da pessoa
  • Deixar que as coisas aconteçam
  • Estar aberto para o desconhecido
  • Assumir riscos
  • Considerar muitas formas para trabalhar com o cliente
  • Humor
  • Leveza
  • Energia
  • Troca de perspectivas
  • Confiança
  • Experimentar
  • Trabalhar com emoções fortes

 

Foram vários os coaches credenciados como MCC que me referiram ser esta a competência que melhor distingue o nível de efetividade MCC.

 

“Estar presente”, é estar no presente, aqui e agora.

O que me ocorre quando penso na competência presença é a expressão “estar presente”, é estar no presente, aqui e agora. Estar presente implica estar de corpo, alma e pensamento, no momento de vida que se apresente, o que implica, forçosamente, que não estou em nenhuma memória do passado, nem em nenhuma imaginação do futuro mas sim completamente absorvido pelo “agora”.

Parece simples, porém estamos, enquanto comunidades, a desenhar modos de vida que tornam estes momentos cada vez menos frequentes, transformando o tempo para apreciação das coisas simples da vida em “luxos de monge”.

 

Num recente projeto profissional em que participei, com uma empresa portuguesa cujo negócio se processa quase totalmente fora das nossas fronteiras, detive a minha atenção numa das suas “core competencies” de liderança: “learning on the fly”. “Aprender durante o voo”, para mim, constituí, só por si, uma poderosa metáfora de como se vive hoje no mundo empresarial. Decidir e fazer, quanto antes, porque depois já não vale a pena: refletir-se-á, depois, se surgir essa possibilidade.

 

Vivemos tempos em que é cada vez mais difícil ganhar o tempo e a distância para refletir e ganhar uma perspetiva mais abrangente sobre os diferentes desafios que enfrentamos e este talvez seja um dos principais motivos pelo qual se procura alguém que tenha a arte e a mestria de proporcionar um espaço protegido, onde se possa reflectir e ponderar com o auxílio de uma perspetiva exterior e independente.

 

É isto que um coach faz, quando atua com mestria. Estar aqui e agora, em coaching é estar completamente concentrado, conectado, com o cliente, completamente disponível para se mover com ele, dentro de uma estrutura de conversação que garante liberdade, ao mesmo tempo que assegura efetividade e significado.

 

Como se estabelece presença em coaching?

Consideremos os oito novos marcadores da ICF que evidenciam efetividade em coaching, para o nível PCC (Professional Certified Coach), nesta competência, a saber:

  1. O coach responde, em simultâneo, ao que o cliente quer da sessão e à sua pessoa, como um todo.
  2. O coach é observador, empático e está conectado com o cliente.
  3. O coach identifica e explora as mudanças de energia do cliente.
  4. O coach evidencia curiosidade e aprende com o cliente.
  5. O coach cria uma parceria com o cliente, incentivando-o a escolher e a tomar decisões acerca da forma como deverá decorrer a sessão.
  6. O coach cria uma parceria com o cliente, convidando-o a responder, da maneira que escolher responder, às suas diversas contribuições e iniciativas e aceita as respostas do coachee.
  7. O coach cria uma parceria com o cliente, devolvendo-lhe as diferentes possibilidades que sugeriu, para que o cliente possa realizar uma escolha mais sustentada.
  8. O coach cria uma parceria com o cliente encorajando-o a dar expressão à sua própria aprendizagem.

 

Os primeiros quatro marcadores estão associados ao nível de conexão que o coach consegue estabelecer com o seu cliente, mais com a sua pessoa do que com os objetivos que persegue. Salientam a importância da total concentração do coach no seu cliente: se o seu pensamento acompanha o do cliente, se a sua corporalidade acompanha a do cliente e se a sua emoção proporciona um espaço que lhe permita a sua total expressão.

 

Os últimos quatro marcadores estão associados ao nível de co-creação que o coach consegue promover na sessão. Destacam a importância da adaptação do próprio método de coaching ao modo de ser, aprender e agir do cliente. Referem-se à medida em que o coach consegue, através da ajuda do coachee, adaptar não só o processo de coaching mas também o seu próprio “estilo de coach” para tornar a conversação de coaching mais eficaz e mais “personalizada”.

 

Que perguntas lhe ocorrem?

Para saber mais sobre este tema, recomendamos a formação CEGOC Programa de formação de Coaches profissionais - Nível Inicial

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Maria Helena Casanova Desde 5 anos

Quanto mais me dou a oportunidade de aprender o que é o coaching e os objetivos a que se propõe, mais dificuldade tenho em dissociá-lo do desenvolvimento pessoal que o coch tem que perseguir.

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    Paulo Martins Desde 5 anos

    Não é para dissociar estimada Helena Casanova. O coaching é mesmo uma parceria de desenvolvimento, quer no domínio do potencial pessoal e profissional do coachee, quer no do coach. Obrigado pela tua atenção e pelo teu comentário. Abraço grande

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Mary Maciel Desde 5 anos

Muito bom o material, cada vez que aprendo, mais e mais minha paixão pela profissão aumenta.
muita grata por mais esta contribuição.

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