Mentoring Moderno

Por o 29 Dezembro 2017

A atual conjuntura socioeconómica é definida por constantes mudanças em diversos campos que obrigam as organizações a reformular os seus processos de trabalho e, por extensão, determinam a necessidade de estabelecer novos critérios de fixação de objetivos, planos de ação, seguimento de atividades e reconfiguração de processos.

Os especialistas em desenvolvimento organizacional referem conceitos como agilidade e flexibilidade para estabelecer as bases do desenvolvimento de novas estratégias empresariais, por isso, esta realidade, deve de ser o ponto de partida e o cenário para a criação e desenvolvimento de uma nova cultura nos procedimentos de transmissão da informação e dos valores culturais –  traça-se assim o novo ambiente de trabalho do mentoring moderno.

A volatilidade dos fatores que, em outros tempos, foram os denominadores das melhorias do futuro, levam a que se incorpore novos elementos nos sistemas de transmissão de valores que apresentam uma componente de adaptação de elevado nível, longe das estratégias de evolução baseadas na realização de fases definidas, estabelecendo processos de evolução em que as fases deixam de ser sucessivas para serem definidas como incrementais.  Ou seja, a sucessão pode ser o início do processo, mas a evolução do mesmo determinará se as fases são consecutivas ou se a necessária adaptação à realidade do dinamismo do meio ambiente determina o início de um novo processo, independentemente do momento em que é necessário realizar esta reformulação.

 

Este ambiente de mudança, analisado a partir do projeto de programas de mentoring, obriga as organizações a estabelecer novas alternativas de gestão para esses programas. Atualmente, é essencial fornecer a esses programas ferramentas que lhes permitam atingir uma velocidade de adaptação maior ou igual às mudanças no ambiente, pois, de outra forma, mentores e “mentorizados” vão estar a trabalhar num cenário passado e num presente distinto sem se prepararem para as necessidades futuras, fazendo parte de um processo puramente formal, sem objetivos reais a alcançar … Para quê?

 

Essa necessidade de reformulação dinâmica dá um caráter diferente aos programas de orientação. Conceitos como a diversidade de fontes, a rede de mentores, a multifuncionalidade e a digitalização, são termos necessários num novo ambiente socioeconómico, portanto, as organizações devem-se adaptar às novas características do meio ambiente, mas, tendo sempre em conta que o meio ambiente é altamente volátil. A que cenário nos devemos adaptar?

 

A reflexão desta situação é a chave para o novo método de trabalho, uma vez que o importante é projetar um processo capaz de:

  • Responder às necessidades futuras, fornecendo mecanismos de análise, processamento e exploração de novas informações;
  • Integrar informações no processo de mentoring, definindo novos objetivos e adaptando os valores e KPI’s de medição de resultados à nova realidade;
  • Selecionar novos recursos especializados em cada uma das novas áreas de desenvolvimento e definir as novas regras de comunicação e transmissão de informações na rede;
  • Estabelecer novos marcos para revisão, avaliação e reconfiguração, para assegurar o alinhamento dos programas com novos objetivos corporativos e corporativos.

 

… e tudo isto de forma dinâmica? Definitivamente, sim!


Autor: Pedro A. Corraliza

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